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Estudo das fontes importante para reinterpretação do passado histórico-cultural PDF Print E-mail

O Arquivo Histórico de Moçambique (AHM) e Fontes Historiae Africanae (FHA), em colaboração com o Centro de Estudos Africanos (CEA) e o Departamento de História da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM, realizaram nos dias 16 e 17 de Abril uma Conferência Internacional subordinada ao Tema “Fontes Históricas em Línguas Africanas escritas em caracteres Árabe e Latim”.

A conferência, que contou com a participação de investigadores da África do Sul, Botswana, Eslováquia, Etiópia, Moçambique, Níger, Portugal e Turquia, tinha como objectivo partilhar as experiências de investigadores de diferentes quadrantes do mundo que se interessam por estudar sobre fontes históricas escritas em línguas africanas. Falando na ocasião, o Director Cientifico da UEM, Prof. Doutor Bettencourt Capece, em representação do Magnifico Reitor, disse esperar que a conferência estimule e incentive cada vez mais a comunidade académica nacional, não só na pesquisa destas temáticas em diferentes abordagens, envolvendo cada vez mais estudantes, docentes e investigadores.

«É de vital importância que se desperte a consciência dos académicos e da sociedade para a importância do estudo das fontes para melhor reinterpretação do passado histórico-cultural das nossas sociedades, bem como para a preservação patrimonial», disse Dr. Capece, acrescentando que a UEM incentiva a investigação nas línguas e o conhecimento do passado e do presente, para melhor perspetivar o futuro. «Neste contexto, a UEM pugna por uma política de intercâmbio permanente entre os investigadores nacionais e estrangeiros. Estes intercâmbios são uma valia para os investigadores nacionais, pois constituem uma forma de disseminação do saber».

Por seu turno, o Director do Arquivo Histórico de Moçambique, Prof. Doutor Joel Tembe, falou do processo de inventariação, catalogação e tradução do vasto acervo que a sua unidade possui, de modo que os documentos sejam disponíveis para uma audiência de investigadores e estudantes de vários cursos. «Esta é a razão mais forte que fez com que o Arquivo assumisse a organização desta conferência, na esperança de conseguir incentivar mais colegas e estudantes, para que possam visitar o Arquivo e tirarem proveito das fontes existentes», disse. Para o Director do Centro de Estudos Africanos, Professor Catedrático Armindo Ngunga, este tipo de conferências são um momento importante porque despertam atenção especial para a actividade desenvolvida por investigadores da área de história e das línguas africanas. O Arquivo Histórico de Moçambique apresentou no encontro os resultados de pesquisa, por si realizadas, sobre a cultura swahili no norte de Moçambique, acerca de documentos em caracteres árabe no sec. XIX.

 

 

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