Skip to content
Docente investigadora Profa Olga Iglesias PDF Print E-mail

Nasceu em Porto- Portugal aos 18 de Agosto de 1952 é casada e mãe de dois filhos.  Iniciou a carreira docente aos 18 anos, quando era estudante do curso de História no Liceu Dona Ana da Costa Portugal – actual Josina Machel. Leccionou aulas de português, numa altura em que o ensino era partícular e gratuito.
Integrou-se na delegação da Frelimo em 1974. Fez parte da Comissão liquidatária do ensino privado da inspecção escolar,antes da criação do Ministério da Educação, e foi chefe da comissão  do ensino infantil, e mais tarde da comissão da reestruração do ensino técnico que deu  a origem a Secretaria do Estado do Ensino Técnico. No Ministério da Educação, no que concerne ao ensino técnico, liderou a Direcção da organização escolar. Tinha a seu cargo 33 escolas técnicas e 700 professores em todo o país entre 1976-1981.
De 1981 a 1985, foi directora e professora de história na  Escola de formação de Professores Filipe Elija Machava, o internato tinha 350 alunos e 27 professores.
Também fez parte da OMM, trabalhou no Departamento da organização da OMM, e fazia trabalhos na fábrica de Caju junto das mulheres,  fez parte  da “AWECA” Associação dos parlamentares europeus contra o aphartheid” com os colegas da OMM.
Participou na educação cívica após o Acordo Geral de Paz para preparar as pessoas no sentido de perceberem que estávamos num ambiente do Multipartidarismo e era necessário votar.
Solicitou autorização para prosseguir os estudos em Portugal em 1990, onde fez Mestrado e Doutoramento em História. Em 2009 foi convidada para fazer o Pós-Doutoramento em História,  com base nas actuais pesquisas no Arquivo Histórico.
Actualmente é professora na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias na área de Mestrado e lecciona a cadeia de “Culturas e Literaturas Lusófonas” e na Faculdade Letras em Lisboa lecciona a cadeira de “Introdução à História das relações Afro-portuguesas”, convidada pela Professora Isabel Castro Henrique Henriques, especialista em História da África, particularmente História d e Angola, casada com um grande Mestre em História de África.

Importância do Arquivo histórico como guardião da memória nacional

Para a drª Iglésias, o AHM é um tesouro com km e km de documentos, resultante  do esforço das pessoas que trabalham no Arquivo, que procederam a inventariação do acervo documental, organizado em caixas de acordo com os assuntos, o que facilita o  acesso e a localização.
Apesar de existirem muitas dificuldades de ordem financeira, de arrumação dos materiais dispersos em cinco edifícios na
cidade de Maputo, tudo é compensado pela forma, com que os funcionários do Arquivo acolhem os seus investigadores. Há esta força presente no AHM.
Sobre as possíveis soluções do AHM, a Professora Iglésia sustenta que “a existência de um edifício de raíz, concebido para arquivos que possa albergar os grandes volumes de documentos produzidos pelas instituições públicas e privadas, seria ideal para que o AHM continuasse como guardião da memória nacional”.
Na sua opinião Iglésia refere que o AHM, devia ser uma instituição autónoma e condigna.
A professora ressalva  a repartição das fontes orais, da qual  Moçambique está muito avançado em relação a outros países. Ao nível  da CPLP é uma mais valia do AHM e esta repartição devia ser mais valorizada e Moçambique pode dar a sua experiência a outros arquivos nacionais.
Como historiadora de Moçambique previlegia as fontes orais.
No Âmbito do Pós-Doutoramento tem como Tema: A Inteligência Africana. Os filhos da terra – Grémio africano de Lourenço Marques.
Na tese de Mestrado debruçou-se sobre –“ O Grémio Africano de Lourenço Marques em defesa da Causa Africana” e na tese do doutoramento estudou o movimento associativo africano em Moçambique. Tradição e Luta no início do século XX, procura saber como é que este se transforma numa causa nacional? Como é que a causa africana vai-se transformar em causa nacional?
É neste contexto  que se enquadra como amiga do AHM e  tomará parte do Núcleo fundador da  Associação dos Amigos do AHM.

 

Aceda seu email

webmail.uem.mz
zebra.uem.mz

Revista Arquivo digitalizada