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Workshop Internacional sobre Conservação e Preservação Preventiva de Documentos de Arquivo PDF Print E-mail

Teve lugar entre os dias 18 e 22 de Agosto corrente em Maputo, um workshop sobre Conservação e Preservação Preventiva de Documentos e Arquivo, organizado pelo Arquivo Histórico de Moçambique, com o apoio do Conselho Internacional de Arquivos, através do programa FIDA. O curso de 5 dias decorreu nas instalações do Arquivo Histórico de Moçambique, no Departamento de Colecções Especiais e contou com a participação de técnicos moçambicanos e angolanos da área de arquivos, tendo como facilitadora uma especialista portuguesa em matérias de Conservação em Arquivos e Restauro, Dra. Maria da Conceição Lopes Casanova bestofgeeks

Em entrevista ao BIArquivo, Maria Casanova referiu que o curso tinha como objectivo:
“prover ferramentas necessárias aos alunos, nomeadamente arquivistas e pessoas que trabalham com património documental no sentido de terem os meios para conseguirem evitar que a documentação se deteriore, bem como arranjar meios preventivos no sentido de remediar males piores, que são a deterioração excessiva dos documentos, o que depois implica que se tenha de fazer acções de conservação e restauro, que são mais dispendiosas, morosas, porque exigem materiais e equipamentos sofisticados, de pessoal qualificado, com outro tipo de formação, portanto no fundo o curso visa dar aos alunos ferramentas sobre como preservar os documentos, evitando que se tenha de recorrer à conservação e restauro”.
Num outro desenvolvimento, Maria Casanova referiu que o continente africano apresenta particularidades em relação as outras partes do mundo, e este curso tem em conta estes aspectos “todas as regiões tropicais têm problemas de conservação preventiva em relação a outras regiões do globo, visto que aqui temos o excesso de pragas, o nível elevado de humidade relativa e de temperatura, sinto que as pessoas podem não estar dentro de algumas matérias mais profundas, mas estão muito sedentas de informação, e já estão despertas sobre a importância da preservação preventiva”.
Momento de entrega de CertificadosPor outro lado, os beneficiários do curso mostraram – se rigozijados pela oportunidade, foi o caso de Joaquim Pessulo, funcionário do Conselho Municipal de Maputo, afecto ao Departamento de Arquivo e Documentação naquela instituição, que disse “é pela primeira vez que tenho a oportunidade de fazer um curso deste género, saio daqui moldado e com muita coisa nova para implementar na minha instituição, portanto foi muito produtiva esta formação e espero que este tipo de acções prossiga, e que mais profissionais de bibliotecas e arquivos sejam abrangidos”. Para Bernardo Diogo, funcionário da Biblioteca Nacional em Angola, “foi uma boa formação, saímos com grandes conhecimentos, o curso superou as nossas expectativas, o grau incisivo do tratamento da informação foi peculiar na formação. Os assuntos foram debatidos com muita profundidade e saio daqui documentado com conhecimento e pronto para implementar em Angola, visto que coincidentemente está em curso no nosso país um programa de restauro”. Diogo acrescentou ainda que “em Angola temos um termo para classificar as coisas quando saem bem, dizemos nota mil, pois isso se aplica a este tipo de iniciativas, que espero que não encerrem por aqui, porque é uma mais – valia para o Arquivo Histórico de Moçambique e para os PALOP no geral”.
De realçar que o curso para além de juntar profissionais de Moçambique e Angola, bem como de Portugal, permitiu ao Arquivo Histórico de Moçambique a aquisição de algum material que será bastante útil, são os casos do Higrómetro, Termómetro e Ph.

 

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