CALL FOR PAPERS
A Quarta da série de reuniões internacionais sobre a história das colónias portuguesas em África é dedicada ao período colonial e às fontes para a recuperação da história de
africana. Tendo em conta a sequência das conferências, o período a analisar em primeiro lugar devia ser nas décadas entre 1930 e 1960, sem
prejuízo, no entanto, para os períodos imediatamente anteriores ou posteriores a estas balizas
cronológicas.
Esta conferência ocorre numa fase em que a África está a busca de mecanismos de materialização dos princípios de Renascença Africana, desde a sua proposta por Cheikh Anta Diop em 1948, com o apelo ao restabelecimento da consciência histórica
africana. Assim, o debate pluridimensional sobre os estudos do periodo colonial
reveste-se de importância primordial para a reconstituição da história e cultura africanas bem como para a compreensão da inserção africana no contexto da
globalização.
É muito difícil pensar num processo que teve maior impacto sobre África que o estabelecimento da dominação colonial nos finais do século XIX e inícios do século XX. Não só desviou o curso normal do desenvolvimento das sociedades africanas como
também, de várias maneiras, influenciou a natureza da sociedade e política africana
pós-colonial. Uma das maiores inovações coloniais com impacto significativo para os
estados, identidades e nações africanas é a definição de fronteiras. Embora a construção e consolidação de territórios resultantes de novas fronteiras possam ser vistas no quadro de um relativo desenvolvimento
progressivo, elas não deixaram de acarretar algumas consequências negativas.
Analizando aspectos particulares do processo da colonização verifica-se, no
entanto, que certos factores como a crise económica dos anos de 1930s e a II Guerra Mundial, fizeram com que esta fase da colonização não fosse acompanhada pelo aumento da eficiência com o controle de grandes correntes
migratórias. O apogeu em termos de migração de colonos e investimentos nas infraestruturas nas colónias portuguesas se deu apenas a partir da década dos anos
cinquenta. Comparando os diferentes territórios ultramarinos portugueses notam-se igualmente diferenças condicionadas por entre outros
factores, por diferentes estruturas económicas, experiências sociais e situação
geográfica.
No entanto, a experiência colonial produziu um movimento anti-colonial, que estimulado pelo movimento
pan-africanista encontrou na CONCP um instrumento de coordenação da luta comum que tomaria especificidades próprias em cada terreno
geográfico-colonial, culminando com a influência directa no movimento de 25 de Abril de 1974, e a consequente queda do regime
fascista-colonial Português e abertura para o caminho das independências.
LOCAL DO EVENTO
A conferência terá lugar em Maputo, na Universidade Eduardo Mondlane, entre 8 e 11 de Setembro de 2004.
FORMATO DAS COMUNICAÇÕES
As comunicações tratarão de forma monográfica ou comparativa aspectos da vida de populações ou
individualidades, desenvolvimentos na estrutura colonial e dinâmicas
sócio-culturais, e a resposta anti-colonial e movimento nacionalista.
É encorajada a participação de profissionais, estudantes e académicos de várias disciplinas trabalhando sobre aspectos ligados à Africa lusófona ou afins com trabalhos ainda não
publicados, estimulando-se uma abordagem comparativa e regional.
Para poder captar a multiplicidade de desenvolvimento e ao mesmo tempo poder sistematizar o conhecimento sobre o que se considera ao nível de África o apogeu do
colonialismo, propõe-se a subdivisão do tema nos seguintes sub-temas:
1. Metodologias para a recuperação da história de Africa.
2. Estado Colonial: Políticas, Instituições e sua transformação.
3. Economia, Sociedade e Género.
4. Educação, Cultura e Investigação científica no espaço colonial.
5. Os nacionalismos em África: movimentos de libertação, seu surgimento e
transformação.
6. Religião e comunidades religiosas.
7. Aspectos particulares e gerais dos sistemas coloniais e colónias
portuguesas. (Inclui estudos comparativos sobre India, Timor, Macau e Brasil).
8. Ilha de Moçambique e as relações no Índico.
ORGANIZAÇÃO
A forma de apresentação será em comunicações de 15 a 20 minutos, apresentadas em paineis ou
sessões. As comunicações poderão ser feitas nas linguas portuguesas, Francesa e
Inglesa. Para facilitar a comunicação entre os contribuintes, o organizador envidará esforços de não ter mais de duas sessões paralelas em funcionamento ao mesmo tempo.
Os paineis ou sessões terão para além de moderador, um ou mais arguentes conforme os
casos, logo que a comissão científica tiver seleccionado as comunicações a serem
apresentadas, serão indicados moderadores e arguentes, que receberão os textos das comunicações a serem circulados com devida
antecedência. Os arguentes terão cerca de dez minutos para comentários e críticas construtivas aos papers de forma individual ou
colectiva.
As inscrições estarão abertas a todos participantes, entre profissionais,
investigadores, académicos e estudantes universitários, até ao dia 31 de Julho de 2004. Indique se pretende apresentar uma
comunicação, organizar um painel, servir como arguente ou simples participação. Se pretende ser arguente, deverá indicar a área temática em que está melhor preparado para comentar.
Se está interessado em participar com uma comunicação ou organizar um painel, envie o seu resumo ou proposta de painel com indicação de participantes à comissão organizadora até ao dia 30 de Abril de 2004. Se pretende apresentar uma comunicação, deverá indicar o título e o resumo de 150 a 300 palavras. Se pretende organizar um painel deverá apresentar uma breve descrição (não mais de duas paginas) sobre o conteudo do painel e indicar 3-4 participantes. Os textos afirmativos não deverão ultrapassar 30 páginas.
As propostas aprovadas serão comunicadas até dia 15 de Maio de 2004. Os textos das comunicações deverão ser enviados por correio postal ou por forma electrónica até ao dia 15 de Julho de 2004, de modo a estarem disponíveis para circulação antes da conferência.
Por dificuldades financeiras a comissão organizadora não pode garantir transporte, alojamento e alimentação aos participantes As taxas de inscrição estão fixadas em US$50-00 para estrangeiros; US$30-00 para nacionais; US$20-00 estudantes estrangeiros e US$10-00 para estudantes nacionais. Estas taxas incluem o direito à participação na conferência, cafés e programas paralelos à conferência exceptuando o dia 11 que será reservado a programas individuais. Informações detalhadas estarão em breve disponíveis no WEB SITE da IV RIHA ou no www.ahm.uem.mz
CONTACTO:
Comissão Organizadora da IV RIHA
Doutor Joel das Neves Tembe – Presidente da Comissão Organizadora [jneves@zebra.uem.mz] [Joeltembe@hotmail.com]
Doutora Benigna Zimba – Secretária Geral [gilbeni@teledata.mz]
Doutor Gerhard Liesegang – Coordenador da Comissão Científica [liesegan@nambu.uem.mz]
Doutor Arlindo Chilundo – Membro da Comissão [Chilundo@zebra.uem.mz]
Doutora Alda Romão Saúte – Membro da Comissão [asaide@zebra.uem.mz]
Dr Fernando Dava – Membro da Comissão [ Arpac@tvcabo.com.mz]
Sra Lígia Zaqueu – Secretária Executiva da Comissão Organizadora [lígiazaqueu@hotmail.com] [IVRIHA@zebra.uem.mz]
Endereço Postal:
Faculdade de Letras e Ciências Sociais
Departamento de História
Campus Universitário
Av. Julius Nyerere
C.P. 257
Maputo
FAX (+258) -1-
ou
Arquivo Histórico de Moçambique
Av. Filipe Samuel Magaia no. 715 R/C
C.P. 2033
Maputo
FAX (+ 258) -1- 323428